Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005

Ajudantes para jantar.

   Que paciência!...
   Se não quisermos fazer uma coisa qualquer, vale mais dizê-lo logo do que andar a fazê-la com maus modos.
   Tentei habituar os meus miúdos a isso, a ajudar, a partilhar as tarefas familiares e a serem prestáveis, se possível sempre com um sorriso, mas nem sempre consigo isso.


   Estou atulhado de trabalho até ao pescoço, se calhar até mais. Chegou a hora de jantar e com ela, tudo regressou a casa. Eu e a minha mulher, que já cá estávamos, os meus Pais, que fui buscar a Lisboa, para não terem de se andar a preocupar com as refeições, uma vez que o meu Pai até está doente e o tempo não apresenta melhoras, o meu filho, que veio de casa de um colega, onde foi passar a tarde a jogar no computador e game boys, a minha filha do meio, que regressou muito cansada do Fórum Almada, onde andou com as colegas a experimentar roupas em todas as lojas, a minha mais velha, que veio do trabalho e o namorado que a lá foi buscar. Bonito. Tudo muito cansado, mas com fome e sem jantar. Bom, atiremo-nos a isso. Aliás já estou habituado. Talvez encontre ajudantes hoje, quem sabe, tanta gente...
   __ Liga lá a televisão na quatro, que está na hora do Telejornal. __ Claro, não se pode perder nem pitada do que vai pelo mundo ou mesmo por cá. Admira é que depois se venha queixar que à noite, a minha Mãe lê um jornal de ponta a ponta, coluna por coluna, página por página. Por falar nela:
   __ Até ia ajudar, mas não conheço os cantos à casa. __ Pois. A casa até é grande, e então a cozinha, é enorme. Sandra?
   __ Oh Paieee! Deixa-me só combinar uma coisa com as minhas amigas e lá vai para o MSN. O Mário fugiu para o portátil, onde anda às voltas com o Velocidade Furiosa não-sei-quantos. A minha mulher...
   __ Hoje vais ter de ser tu a fazer o jantar. Não me consigo nem levantar. __ Pois. Também não é novidade. Quem falta? O miúdo, que deve estar a ver o Mário às voltinhas numa Los Angeles virtual. Se um dia lá for, de certeza que não se vai perder. Já a deve saber de cor. Ahaaaaah! A minha Sofia. Pode ser que ela venha.
   __ Sofiiaaaaaa! __ É mais fácil assim, ou pelo telemóvel. Lá apareceu e trouxe reforços, os irmãos. Que bom.
   Acho que não devia ter dito nada. Andam os três mais que mal dispostos a pôr a mesa. Um leva dois pratos, outro só as colheres, e andam de cá para lá. Não aguentei. Reclamo com tudo e com todos, vem o meu Pai e diz-me para ter calma, vem a minha Mãe e diz que não me devo enervar, vem a minha mulher e diz que vai ela fazer o jantar... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 22:57
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