Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005

Era às duas horas!

   Que paciência!...
   Se um qualquer serviço de saúde marca uma consulta ou tratamento para determinado dia a determinada hora, essa marcação devia realmente ser respeitada. De que adianta dizer para chegar às duas da tarde, se depois nem sequer se sabe se o atendimento é por ordem de chegada, ou qualquer outro critério mais ou menos obscuro.


   Já era sabido. A minha Mãe ficou de cama e agora quem tem de andar de um lado para o outro? Só podia ser eu.
   Toca o telefone.
   __ Tá? Zé Victor? A Mamã está doente. Não podes cá vir? __ Esta é a forma abreviada. A completa incluía os sintomas, os efeitos, as causas e acabava da mesma forma, tinha de ir lá.
   __ Então, mas ela não está a tomar os medicamentos? Ainda ontem foi ao médico. __ Esta também é a forma abreviada. A completa, inclui uma série de «Sim... sim... pois...humm... pois...», para acabar de uma forma também já velha conhecida.
   __ Mas é melhor cá vires, percebes? É para dar mais, tu entendes, sabes como é. __ Resultado, já estou na calha de desembarque, independentemente do que tenha ou não para fazer. Já estou a caminho.
   Chegado a casa dos meus Pais, deparo com tudo às escuras, portas e janelas fechadas, estores baixos. A luz faz-lhe mal, o ar também. Ainda não almoçaram. Vamos lá comprar comida a um lado qualquer. A minha Mãe reclama. Não quer comer nada, não lhe apetece nada. Mesmo assim lá vamos nós os dois a um restaurante ali perto que vende comida para fora. Comprei também umas peras, que cozi. Para quem não queria nada até comeu bem, só não quis sopa, mas desforrou-se com três peras cozidas.
   __ Podias ir comigo ao tratamento É às duas horas. Tenho que lhes dizer que não vou. __ Às vezes o meu Pai tem destas coisas. Ir lá dizer que não vai? Para isso há o telefone, o telemóvel. Não. Tem de ser pessoalmente. Lá vamos nós ao Instituto, que não há nada que o demova. Procura-se o médico de serviço e o técnico.
   __ Vinha cá dizer que hoje não venho ao tratamento. __ Já estava à espera. Então porquê? Agora que já cá está! Só demora cinco minutos.
   Fomos para a sala de espera. Chamaram-no às sete... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 21:06
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1 comentário:
De mile a 25 de Novembro de 2005 às 22:43
olá amigo !

Obrigada por ter partilhado connosco a sua vida . Assim sabemos que não é só connosco que acontecem as coisas ... é que de tão parecido até me parece que somos da família !

Já agora, quero partilhar consigo um segredo : é bom ter quem precise de nós , pais com idade de quem nos despedimos um pouco todos os dias, filhos com fome, de quem pode crer também nos despedimos um pouco todos os dias . Aproveite bem tudo isso e quando lhe parecer que a paciência lhe está a faltar lembre-se que o importante da vida são as pessoas e o seu amor .

Um abraço amigo


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