Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2005

Discussão a zero.

   Que paciência!...
   Se há coisa que não costumo fazer é manter uma discussão. De certeza que não leva a lado nenhum. Já dizia a minha Avó, não há um teimoso sem outro teimoso. Decidi há muito tempo que se não consigo convencer alguém ao fim de duas ou três frases, então é porque ou estou errado, ou essa pessoa não quer ser convencida, pelo que não vale a pena continuar o debate.


   Por mais que tente, não consigo evitar o facto. A minha mulher parece que nasceu com um único objectivo na sua vida: enervar-me. Pode começar pela coisa mais insignificante, mas acaba por me dar cabo da paciência, da pouca que ainda me resta.
   Hoje também não foi excepção. Ando às voltas com os papeis para o IRS. Soma daqui, junta dali, procura nesta pasta e naquela. O mínimo que quero é um bocado de sossego, mas está-me negado não sei por que maldição.
   Às vezes comparo-a aqueles cãezitos tipo movidos a pilhas. Podem servir mais para ter em cima de uma prateleira do que para outra coisa qualquer, mas o que é um facto, é que quanto mais pequenos, mais barulho fazem e mais chatos se tornam. Não raro, os vejo a ladrar aos maiores como se fossem os donos do mundo, quando na realidade basta uma boa dentada para os meter no lugar, mas nem isso os sossega. Se ouvem uma rosnadela maior, então é que não se calam, e ladram, ladram, andam à volta do outro, talvez protegidos por uma certa cumplicidade dos donos que lhes acham muita graça. Então quando desatam a correr atrás das nossas calças, tentando mordê-las? Pior ainda. A vontade é dar-lhes um daqueles pontapés que os ponha a milhas, mas sempre reprimida, quer seja por causa do dono que está a ver com um sorriso estúpido na cara, ou para não magoar o bicho, que afinal até é capaz de não ter culpa nenhuma. O que é certo é que a minha mulher tem esse condão. Agarra numa porcaria qualquer e fala, fala, fala, e mesmo que não tenha razão nenhuma, continua a bater na mesma tecla. Nem vale a pena tentar mostrar-lhe que as coisas não são assim, que nessas alturas parece bloqueada, quanto mais vê que está a aborrecer menos se cala, até que estraga tudo.
   Hoje não tive vontade para a aturar. Fui ao quarto, tirei camisa e gravata, vesti umas calças de ganga e calcei as botas de montanha. Não dava para ir até à Arrábida ou Sintra, mas uma hora em passo acelerado ao longo da Marginal acalmou-me... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 18:03
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