Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005

Vou para casa da minha mãe

   Que paciência!...
   Se fosse possível resolver os problemas da vida com pequenas birras, ou magoando as únicas pessoas que nos podem ajudar...


   Não apareceu para o pequeno-almoço. Já estava sentado a trabalhar quando chegou ao pé de mim.
   __ Não te quero dar mais problemas. Vou para casa da minha mãe. __ Assim, sem mais nem menos. Se fico admirado? Claro que sim. Elas não se dão! Podem ficar horas ao telefone a falar não sei de quê, mas daí a uma maior aproximação... costumo dizer que o periodo de garantia expirou e a fábrica já não aceita devoluções. Palavra que já pensei nisso várias vezes, mas, realmente, os namoros deviam ter uma garantia vitalícia, e não acabar no dia do casamento. Sorte para os pais, senão já a tinha devolvido por defeitos de fabrico.
   Continuando, só respondi que ela tinha de se arranjar, que eu não a levava a lado nenhum. Isto está a ficar mesmo feio. Quer-me magoar ainda mais.
   __ Mas levo os meninos comigo. __ No íntimo sorrio. Não posso nem acreditar que ela esteja a falar a sério! Fazê-los mudar de escola a meio do ano, não são propriamente um gato que se meta numa cesta e se leve para qualquer lado onde haja um recipiente com areia para as necessidades. Já estou a ficar sem vontade até de discutir.
   __ Isso é contigo... e com eles. __ Sai da sala e eu continuo com o meu trabalho. Quer dizer, fico sentado em frente ao computador. A minha produção estes dias tem sido nula.
   Passado um bocado volta.
   __Deixas-me ficar aqui? Eu não como, não gasto luz nem água, não te faço despesa nenhuma, só quero ficar aqui... Não tenho para onde ir. __ Confesso que me deu pena. Também tenho pena que um casamento não possa ser sustentado pela pena ou compaixão... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 10:19
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2 comentários:
De Gabber a 21 de Fevereiro de 2005 às 02:34
Bem é só para dizer que já vi o seu blog e CV. Realmente o seu trabalho está numa situação bastante chata...estagação é horrível. Tente sair dessa, ou voltar onde estava.
Deixo-lhe nos foruns do sapo a minha resposta à sua questão.
Cumprimentos


De doce rebelde a 15 de Fevereiro de 2005 às 10:30

E preciso paciência, compreensão e bastante tolerância.Quando o sentimento, que une duas pessoas pelos laços do matrimónio esfria, é assim que acontece (+ ou -)Vamo-nos tolerando um ao outro com mais ou menos "tempestades" até que , de repente, acontece o MARMOTO e tudo´e todos são arrastados,uns com mais ferimentos outros nem por isso....não és o único! bjs


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