Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Os papeis do meu Pai.

   Que paciência!...
   Se estamos com um monte de coisas para fazer, é certo que vão aparecer mais ainda.


   Não há dúvida que o dia começou em grande forma. A minha mulher já está metida na cama. Nem sei para que é que se levanta. Tomou o pequeno-almoço comigo e zás, quando dou conta já está enfiada na cama. Ainda tentei que fosse comigo ao banco, mas não deu em nada.
   Quando cheguei a casa, a minha Mãe tinha telefonado. Estou às voltas com os papeis do IRS, contas e continhas. Para aborrecer mais ainda o site do banco está em baixo e não me deixa consultar os últimos movimentos. Queria acertar esta conta. Há umas porcarias de portagens que estão a dar-me cabo da paciência. Se fossem só elas! Ligo para a minha Mãe, enquanto vou equilibrando as contas entre o My Money e o último extrato do BES. Pica aqui, pica ali, a minha Mãe atende.
   __ Então onde é que foste? __ Parece que eu estou eternamente em férias e devia certamente estar na cama sem fazer nada. Lá lhe digo que fui a banco e que estou a fazer a porcaria do IRS, e que estou pelos cabelos com a vida que levo, mas não adianta. __ Ainda bem que falas do IRS, porque o teu Pai queria-te fazer uma pergunta também sobre isso. __ Ele? Então o técnico de contas é ele e tem perguntas para me fazer? Não acredito! Vamos lá a ver o que ele precisa.
   __ Olá Zé Victor. Lembras-te daqueles papeis que um dia levei para tua casa para pôr em ordem? __ Lembrar, lembrava-me. Encheu-me a secretára de papeis dele, misturou com os meus, levou metade e deixou cá outra metade. De certeza. __ Eu agora não os encontro. Se viesses cá procurá-los, era mais rápido.
   Assim. Sem mais nem menos. Tem pelo menos trezentas pastas cheias de papeis de todas as formas e feitios, espalhadas por todas as divisões da casa, e em todos os lugares, mesmo os menos prováveis, como por baixo de sofás, atrás de moveis, metidos em caixas e caixotes, desde a sala ao quarto, passando pela cozinha, casa de banho, marquise. Sei lá onde é que os pode ter metido! Lá vem a chantagem.
   __ É que já estou velho, não consigo procurar, não me digas que não podes dispor de um bocadinho para ajudar o teu Pai. Vinhas cá, até almoçavas aqui, depois podíamos sair um pouco, a tua Mãe já está com saudades tuas. Se calhar precisa de ir ao supermercado, nós já não podemos. Não vale a pena dizer mais. Amanhã vou... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 10:12
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