Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

Outra resolução

   Que paciência!...
   Se há algo que não consigo aceitar é ficar à espera que as coisas aconteçam. Acho que nós temos de dar uma força ao destino.


   Há já muitos anos que a vida se começou a complicar, no entanto, há mais de um ano que ela deu uma reviravolta de tal forma que dificilmente tenho conseguido manter a paciência necessária para manter os meus objectivos.
A vida amorosa está uma desgraça, a familiar não anda melhor, e profissionalmene, nem é bom falar nisso.
   Bom, resolvamos qualquer coisa de novo. Tentar dar a volta a isto tudo passa sem dúvida por melhorar a situação económica, e isto requer uma nova estratégia profissional. Com os encargos que tenho, não me posso dar ao luxo de abandonar o meu actual emprego, por muito que não me realize, nem arriscar a ficar sem a parca fonte de rendimento que dele provém. O melhor é tentar aumentar os rendimentos sem por em causa o meu trabalho de instalações eléctricas.
   Uma das coisas com que sempre gostei de trabalhar é a informática. Um antigo programador não se deve ver livre de tamanho bicho facilmente. O RPG, o Cobol, o Basic, o Fortran, o Clipper, já são antiguidades dignas de figurar num museu. Fico admirado como as coisas mudaram! Chamemos-lhe evolução. O que é certo, é que de certeza não é no mercado das aplicações informáticas que, desactualizado como estou, vou conseguir emprego, ou até criar o programa obra-prima que me vai lançar no estrelato. O melhor é esquecer esta área, e tentar pela periferia dela. De que é que eu gosto, ainda ligado a esta área? Bases de dados, introdução de registos... não. Demasiado massacrante, pouco criativo. Criativo? Isto soa-me a design, algo em que até dou uns toques. Tratamento de imagem, páginas web, alojamento, é algo que posso fazer como free-lancer, que gosto, e embora não sendo o «Mister» de certeza que posso abraçar alguns projectos. Agora é só deitar mãos à obra. E ir apresentando e executando as novas ideias... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 18:08
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Aguentei a segunda...

   Que paciência!...
   Se vou conseguir, não sei, mas pelo menos estou a tentar arduamente.


   O jantar decorria normalmente. O filho mais novo tinha ido jantar fora com os colegas para comemorar fim do período. Iam comer pizza, triste escolha. Não me admira que quando soube que íamos comer rissóis quisesse também a sua quota parte dos mesmos , mas já lá chegamos...
   Cá em casa há quase sempre guerra por causa de rissóis, croquetes, pastéis de bacalhau e outros afins. Se um gosta de rissóis de camarão, já detesta croquetes, mas o outro já não suporta os rissóis e quer pasteis de bacalhau, ou empadas, a que o terceiro franze o nariz e diz preferir os croquetes... Aí, eu encho-me de paciência e fritam-se para todos os gostos...
   Desta vez, a minha mulher que costuma comer rissóis, deixou-os de lado, desequilibrando o sistema e gerando uma troca de «mimos» com a minha filha do meio, que queria que ela os comesse, e ao que ela insistia em deixar de lado sem dizer porquê. Como quis saber exactamente o que se passava desencandeei uma crise de choro, porque ela «estava só a quere ser uma boa mãe, e que sabia que o Rafael gostava de rissóis e só lhos estava a deixar...». É claro que o acto em si estava certo, mas o método empreendido estava mais que errado, uma vez que tinha posto todos enervados sem querer dizer porque o estava a fazer. Enfim, passou e não me enervei (muito) nem com ela nem com ninguém.
   Eu disse ninguém? De manhã a caminho do emprego, telefonou-me a minha Mãe. Que eu não queria saber deles para nada, que não dava notícias, que não sabia se eles estavam no hospital ou na morgue... Eu trouxe-os no Domingo para passarem o dia connosco. Fui levá-los a casa alta noite, regressei já na segunda e às seis da manhã já estou a pé para ir trabalhar. Ficaram de me telefonar durante a semana, mas não o fizeram. É claro que realmente eu podia ter telefonado, mas o meu telemóvel já há muito que está «no vermelho». A minha Mãe continuou:
   __ O teu Pai teve de ir ontem ao Hospital... __ e eu ainda tentei suavizar as coisas:
   __ Se me tivessem telefonado... __ o que eu fui dizer. Se eu estava aborrecido por não me terem telefonado mais cedo , o melhor era dizer logo, que eles às vezes não têm tempo, ou disposição, que eu é que devia preocupar-me com eles...
   No comboio, a caminho de Lisboa só podia responder com «humm, hummm, sim... pois... e abanar a cabeça, como se eles me vissem... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 17:36
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Domingo, 18 de Dezembro de 2005

Falhou logo à primeira...

   Que paciência!...
   Se estava decidido a tentar ou melhor, a conseguir levar a cabo logo a minha primeira resolução, o que é certo é que falhou. Não redondamente, mas provou-me que não chega eu querer algo. Tenho de me empenhar com mais vontade, respirar fundo e dizer para mim mesmo que os nervos não me levam a lado nenhum.


   Cheguei a casa após mais um dia de trabalho cansativo. Ao entrar na cozinha, tive um baque, mas lembrei-me que não me ia deixar enervar. A cozinha estava de pernas para o ar. Arregacei as mangas e esqueci o banho por que ansiava.
   Comecei pela loiça. Não sei quantas panelas sujas estavam empilhadas em cima do lava-loiças. A máquina não as lava bem e foram ficando, mas acho que não devia estar uma por utilizar. Lavando, limpando, arrumando. Uma vez atrás de outra. Aos poucos foram desaparecendo. Aproveitei para dar uma esfrega no próprio lava-loiças. A minha mulher apareceu no intervalo de um filme ou série que estava a ver na televisão.
   __ Para que é que estás a fazer isso? __ Perguntou-me, como que à procura de sarilhos.
   Apeteceu-me dar uma resposta à Gil Vicente, mas contive-me. É mais que claro que se estava a limpar era porque estava sujo, muito sujo, demasiado sujo para o meu gosto. O filme recomeçou e ela foi-se embora. Atiro-me ao fogão também com ganas. Essa parte foi mais custosa. Havia óleo espalhado por cima dos queimadores, restos calcinados do que em tempos teria sido comida. Nada que o CIF não arrancasse. Aproveitei também para o usar nos azulejos, que pareciam mudar de cor à medida que passava o esfregão. Não devia ter tentado limpar entre o fogão e as paredes. Vi o mal que tinha feito depois de o ter arredado. Agora já era tarde. Mais um esfregão para o chão, porque só com a esfregona não ia lá de certeza. Quando acabei, a minha filha veio ajudar-me a fazer o jantar.
   __ Já vais sujar isto tudo? __ Disse-lhe eu. __ Quando acabares vais ter de deixar igualzinho ao que está agora.
   __ Mas Pai, vou fritar rissóis!... __ Aproveito a minha ida para o banho para não responder.
   O monte de roupa que tenho para passar parece que não vai acabar nunca. O que vale é que tenho o fim de semana todo para dar cabo dele. Depois como é que hei-de ter tempo para outras coisas? Após o jantar agarro-me ao ferro. A loiça ficou a cargo da minha filha do meio, levantar a mesa e arrumar a cargo do mais pequeno. A minha mulher foi ver televisão «porque não aguentava ficar ali de pé» nem sentada.
   Acabei por ficar sozinho a passar a ferro. Todos desapareceram, cada um para o seu canto.
__ Paieee... já acabei. Depois, se precisares de mais alguma coisa diz!... __ pois, como se não soubesse que a partir desse momento ficava por minha conta e que já nada os arrancava da frente dos computadores, televisão, mp3...
   A roupa passada e dobrada ia aumentando e já estava a pensar em ir-me deitar quando a minha mulher apareceu.
__ Vê lá se amanhã não te esqueces de lavar a roupa do Rafael... __ pronto, explodi. Aos anos que sou eu que lavo a roupa, passo a ferro, cozinho, limpo e arrumo a casa, e logo agora é que ela tinha de me vir dizer para eu lavar a roupa do miúdo! Como se ele, algum dos outros, ou mesmo até ela, alguma vez tivesse precisado de roupa lavada e não a tivesse... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 17:29
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

Foi há quase um ano...

Que comecei a escrever os diversos artigos deste blog, que lhe alterei a aparência inicial dada pelo Sapo, que lhe acrescentei muito de mim.
Ao todo foram 60 artigos com mais de 4000 leitores, alguns deles bastante fidelizados.
Nessa altura, cada dia que passava, mais vontade tinha de escrever o artigo seguinte, depois, os problemas foram aumentando, a paciência acabando e aos poucos, bem mais rapidamente do que esperava ou pretendia, deixei de escrever e de o actualizar, criando uns simples artigos só para o manter no ar. A lei do Sapo assim o exige.
Nenhum dos problemas que me atingiu foi completamente ultrapassado. Ainda não consegui recuperar a estabilidade profissional e financeira que tinha, a minha mulher continua doente, os meus Pais continuam iguais ao que sempre foram, os meus filhos, bem continuam a ser crianças embora com um ano mais (e isto apesar de a mais velha já ter 22 anos!), em Portugal votou-se para umas eleições e prepara-se outra, lá fora, o Mundo continua igual, as mesmas guerras, os mesmos conflitos, sempre alguém a querer dizer aos outros como devem governar os seus países, sempre alguém a morrer de fome, ou de uma doença qualquer, porque conseguiu escapar a uma bala misericordiosa. Continua a haver dinheiro para tudo, para comprar armas, para alicerçar o poder, mas o dinheiro nunca chega para criar um hospital, desminar um caminho, matar a fome a um povo.
Não é Ano Novo, ainda, mas já comecei a fazer as minhas resoluções para o próximo ano, e pretendo aplicá-las de imediato.
Para já vou colocar de lado as doenças da minha mulher, as suas depressões, esquisofrenias, manias, dores de cabeça, tonturas, o psiquiatra e a psicóloga, o otorrino e os seus testes, a equipa de neurologia e os cirurgiões, o braço e a tendinite, a perna e a tromboflubite, os caroços e a barriga inchada, o líquido nos tendões, as dores no pescoço e as unhas encravadas, a prisão de ventre e a diarreia, tudo o que ela já teve, tem ou vier a ter. Evitarei ao máximo que todos esses problemas me tirem a boa disposição e a vontade de me aplicar nos meus projectos... entre os quais a manutenção deste blog, com muita paciência e novas histórias.
Ah!... Desejem-me paciência para aguentar esta primeira resolução. Não vai ser simples... nada simples.
publicado por vkthor às 22:30
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