Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2004

Para o ano há mais. De certeza!

   Que paciência!...
   Se um dia não consigo mudar esta vida, então não sei como o fazer mesmo.


   Ontem não me deitei tarde. Deitei-me tardíssimo. Fiquei a «ajudar» (comer mais e conversar) a minha filha mais velha a fazer todo o tipo de doces e fritos que hoje é costume comer. Tenho que admitir que é um amor de criança, embora já tenha 22 anos. Fizemos (ela fez!) sonhos, calda, coscorões, rissóis, filhózes e sei lá que mais. Eu já não aguentava vê-la ali tão bem disposta a dar banho aos sonhos e a reclamar de eles estarem tão grandes. Para mim estavam grandes, fofos e... saborosíssimos.
   Eram três da manhã quando acordo com a minha mulher a chorar ao meu lado (tenho que admitir que detesto isto, porque depois primeiro que volte a adormecer, bem posso contar carneiros).
   __ Que se passa T'reza? __ pergunto eu ainda ensonado.
   __ Não me atendes o telemóvel!...
   (Oh God, penso eu...)
   __ Vá, acalma-te. Foi um pesadelo. Eu estou aqui ao teu lado. __ E com isto dou conta que já estou completamente desperto. Bolas. A minha mulher agarra-se a mim, e em menos de nada, adormece. E eu? Viro-me para o lado e tento fazer o mesmo. Volto-me para o outro lado. Ainda estou acordado. Tento agarrá-la, mas ela empurra-me. Desisto. Dou mais umas voltas. Olho o relógio. Quatro e vinte. Devia ter ido para uma discoteca... Quatro e trinta e oito...
   Ouço o despertador. Já?! Tou tramado. Agora é que me estava a saber bem. Desligo-o para não acordar a minha mulher. Fazer a barba, tomar banho, vestir-me e fazer o pequeno-almoço. A minha filha mais velha junta-se a mim.
   __ Cansada?
   __ Ná! __ Que maravilha ter só vinte e dois, penso eu. Espera-me um dia em cheio. Fui buscar os meus pais para passarem o dia, ou melhor, o ano, connosco. Devia ter ido ao meio-dia. O carro não tinha gasolina. Meia volta em direcção à bomba mais próxima. Cheia de gente. Há outra no caminho. Deu para o torto. Tinha ainda mais gente. Coloco-me atrás de um carro. Era o terceiro. Vou vendo todos a sairem menos o «meu», até que por fim vem uma moça nas calmas... O indivíduo à minha frente mandou-lhe uma boca. A língua da rapariga era mais afiada que cobra! E o tempo a passar. Chego à ponte. O meu cartão Via Card não me deixa passar. Bolas, ainda ontem o carreguei no Multibanco. Estas coisas não deviam demorar tanto. Marcha-atrás antes que venha lá outro. Tarde demais. Com boa vontade e duas buzinadelas safo-me para a faixa do lado. Ninguém dá uma aberta... Chego a Lisboa.
   __ Senta-te um bocadinho, que passámos mal a noite... __ Então e eu? Por fim saímos de casa e encontramos quem? Uma velhota do tempo em que eu era...
   __ Olhó Zitinho! Estás tão crescido! (Pois!) Beijinhos e após mais um quarto de hora...
   __ Lembras-te de quando... __ Estou com fome. Tomei o café às sete da manhã e já passa das duas... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 20:07
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1 comentário:
De docerebelde a 1 de Janeiro de 2005 às 18:40
Com paciência é que se ganha o Céu!!!...rs
Vais ver que há-de haver lá um lugarzinho , especial, para ti.....rs
Um 2005 recheado de coisas maravilhosas!


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