Sábado, 1 de Janeiro de 2005

E se eu não existisse?

   Que paciência!...
   Se eu não existisse tinham de me inventar. De certeza!
   Hoje foi a noite de fim de ano. Tento aguentar-me a pé firme até à meia-noite, embora tenha o sono já atrasadíssimo, pois a noite anterior foi para esquecer. Cá em casa, o pessoal do costume nestas andanças. Televisão, festa, comida, festa, espumante (queriam champanhe, tivessem trazido!), festa... em diversa frentes. Na sala, no quarto dos miúdos, no escritório... eu não paro. Da cozinha para a sala com mais uma travessa de fritos, da sala para a cozinha com mais um monte de pratos e talheres. Valeu-me a ajuda desinteressada da minha filha mais velha. Desinteressada? São duas e meia e quase tenho vontade de dizer:
   __ Pessoal, vou-me deitar que vocês querem ir embora!... __ sai um copinho de água morna para o meu Pai, que não pode ser da torneira, nem aquecida no micro-ondas. Só um pouquinho...


   __ Paizinhoooooooo... __ É a minha filha mais velha que me tinha ajudado desinteressadamente nesta batalha épico-gastonómica.
   __ Huhmmm?
   __ Quando fores levar os avós a Lisboa, dás boleia ao Mário?
   __ Então o Mário não tinha trazido o carro? __ Pergunto eu tentando livrar-me de ir até à Quinta do Conde.
   __ Ah! Mas ele 'tá tão cansado. Assim deixa aqui o carro já para amanhã.
   Ele está cansado. Então e eu? Estava quase, quase a dizer estas palavras quando o meu coração derreteu.
   __És um amor.
   Palavras traiçoeiras. Já não dava escapa possível! Bom, o melhor mesmo, é ir já andando. Vou aproveitar a deixa.
   __ Vamos lá todos a preparar para ir embora. Ainda tenho de levar o Mário a casa.
   __ Já?! __ pergunta o meu Pai. __ Ainda é cedo. Amanhã (Hei, hei, hoje!) é feriado. Não vais trabalhar, pois não, Sofia?
   __ Não Avô. Mas o Mário 'tá cansado.
   __ Então vamos. __ Mas ainda passou meia-hora antes que o primeiro pusesse os pés na rua... Despedidas, beijinhos, estava tudo muito bom, tiveste uma trabalheira danada (a quem o dizem!), para o ano há mais (oops!).
   Lá fui levar o Mário à Quinta do Conde e os meus Pais a Lisboa. Ninguém quis ir comigo «para não irem apertados no carro»...
   Regresso a casa sozinho. Ninguém esperou por mim. Está tudo a dormir. E eu? Sento-me no sofá e relembro os acontecimentos do fim da noite. Acho melhor ir-me deitar... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 23:35
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1 comentário:
De tcr a 2 de Janeiro de 2005 às 17:09
mt bom o teu blog, textos mesmo bons...aki tens o meu blog pa dares umas gargalhadas http://jovemintrometido.blogs.sapo.pt/


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