Domingo, 2 de Janeiro de 2005

Dores nas costas? Esquece!

   Que paciência!...
   Se há dias que começam mal, hoje é um deles, certamente. Valeu-me poder ficar sentado ao computador a maior parte do dia. Pelo menos foi produtivo.


   Começou com um simples pedido da minha mulher. O despertador tinha tocado e eu acordara. Bolas, era fim de semana, porque é que eu não o tinha desligado? Também, ontem a minha vontade foi mesmo de me deitar o mais rapidamente possível.
   __ Ajudas-me a levantar? __ Ela está a passar por uma fase esquisita e sempre que se levanta, é certinho. Cai redonda no chão. Por isso tenho de a ajudar a levantar e a deitar. É o que se costuma dizer, mais uma correia ao lombo.
   Agarro-a e tento acompanhar o movimento dela a levantar-se. Parece que está a conseguir, quando de repente, revira os olhos e cai desfalecida. Tento amparar-lhe a queda quando ouço o estalo, antes de conseguir sentir a dor. As minhas costas... uma posição mal calculada, e já está. Mal me aguento em pé. Pouco consigo fazer por ela e por mim. O telefone toca. Que malvada altura para tocar. Deixa tocar. Agora é ver como está a minha mulher, que recupera. Porque raio ainda não coloquei um telefone no quarto, é uma coisa que agora tento perceber. Casa de ferreiro, espeto de pau. Toca novamente e arrasto-me até ele.
   __ 'Tou?
   __ Está? Zé Victor? Então, porque é que não atendias? Está tudo bem? __ Era o meu Pai.
   __ Olá. Nem por isso. Acabei de dar um jeito às costas e a Teresa... __ Não vale a pena. Ele continuou.
   __ Então ainda bem. (Ainda bem?! Será que ele ouviu o que eu disse?) Tens planos para hoje? Aqui está tudo fechado e a tua Mãe não quer sair para almoçar. Era bom se cá viesses.
   __ Eerrr!...
   __ Então está combinado. Telefona mais logo e fala com ela.
   __ Mas telefono mais logo porquê? __ Tento ripostar. Não gosto nada destas cenas. __ Se já estamos a falar agora, porque não combinamos já... __ Não pude continuar. Afinal, quando quer, ele ouve bem.
   __ Não, não. Assim não. Tens de ser tu a telefonar. É para ser mais... percebes?
   Perceber, perceber, não percebo, mas nem vale a pena dizer nada.
   __ Olha a Mãe está lá dentro. Vê lá se não te esqueces.
   O melhor é esquecer a dor nas costas. Hoje vou ter mais um dia daqueles. Ainda não me refiz dos dias passados... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 20:47
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