Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2005

O descanso era merecido...

   Que paciência!...
   Se o dia começasse bem, eu até ficava admirado.
Reunião em Lisboa às 10 da manhã. Optimo. tenho mais duas horas para dormir. Só que...


   Seis da manhã.
   __ Zé Victor?...
   __ Zzzz....
   __ Zé Victor? Q'rido!... (Parece que afinal não estava a sonhar.)   __ Ahnnn? __ Resmungo. Lembrei-me que tinha pensado dormir mais um pouco. Tentar por o sono em dia.
   __ Ajuda-me a tomar o Betarsec. __ Um dos 293 comprimidos diários que ela toma. __ Está ali, em cima do armário. __ Não os vejo. __ Talvez do outro lado... Acabei por os descobrir e ela consegui tomá-lo sem cair para o lado. Serão progressos? Volto para a cama e tento adormecer.
   Sonho com uma praia, cascatas, água a correr. Um rouxinol canta num bosque próximo...
   Seis e meia.
   Notícias de trânsito? O rouxinol está a cantar muito alto. A queda de água... filha no banho (leia-se sauna!) rádio ligado e qualquer dia uma notificação dos vizinhos e do comité anti-ruídos. Tento virar-me para o outro lado.
   Um quarto para as sete.
   Trrrccccc. Trrrrrrccccc. Tttcc. Malvada gata que quer entrar no quarto. Está-me a arranhar a porta. Deve-se ter habituado agora com a minha mulher. Que se lixe. Miaaaouuuuu, queixa-se ela.
   Sete horas.
   Cidadeee... maravilhosaaaaa... cheia de crocodiiiiiloooooosssss... mas já é Carnaval? O piriquito na cozinha não se cala, acompanhando a minha filha ao pequeno-almoço musical. Começaram as aulas. Ainda bem que normalmente saio mais cedo.
   __ Pai?! Sabes da minha mochila? __ Ouço um.
   __ Paieeee! Não encontro a minha caneta! __ O melhor mesmo é levantar-me e dizer adeus à ideia de dormir mais um pouco. A casa de banho parece Londres, mal distingo a sanita. Desgraçados! Acabaram com o papel higiénico e não mudaram o rolo. Olho para o armário com um mau pressentimento... Os rolos de reserva desapareceram! Deito mão à caixa de toalhitas húmidas, última esperança, vazia. Salvo pelo pacote com um lenço de papel que trazia para combater a minha sinusite crónica. Penso em voltar a dar-lhes o sermão de quem é o último a gastar tem de repor. Toc. Toc. Batem na porta.
   __ Xau Paie! __ (Um.)
   __ Té logo. __ (Outro!)
   Ouço a porta da rua bater. Fica para logo. Talvez... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 15:44
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