Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005

À moda antiga? Népias.

   Que paciência!...
   Se há pai compreensivo com os filhos e aberto às novas tendências juvenis, garanto que acredito ser um deles. A relação que tenho nesse aspecto com os meus miúdos é fantástica. Pedem-me sempre para sair, dizem onde vão e com quem, a que horas voltam, e, acima de tudo cumprem. è preciso mais que isto? Acho que não, e daí, muitas vezes o choque entre duas épocas diferentes.


   Andei de um lado para o outro como uma barata tonta. Tive de tirar o fim da tarde para levar a minha mulher ao hospital. Em casa ficaram os dois mais novos. Sozinhos. Vou para Almada, com a firme convicção que deixo para trás um conflito em tudo idêntico ao do Médio Oriente. Ou vai ser pelo computador, ou pela televisão, ou pela consola de jogos, se não for pela música ou simplesmente porque... sim. Como é que dois irmão podem ser tão embirrentos um com o outro , quando querem!
   Chego com a minha mulher no Garcia da Orta. Ao sair do carro, cai redondinha no chão, como já estava à espera, mas não deu tempo nem para a agarrar. Em menos de um minuto já recuperou, mas mesmo assim acompanho-a à triagem onde entra muito direita. Mal se consegue mexer. Mandam-na direitinha para o Otorrino. Já sabia que os ouvidos têm alguma coisa a ver com vertigens e equilíbrio, mas não acredito muito que o problema dela seja ouvidos, mas também já nem sei em que acreditar. Deixo-a no Hospital, que em casa já deve estar tudo virado do avesso, e são horas de pensar no jantar.
   Em casa, tenho de por todos a fazer qualquer coisa. Já é noite e mando os dois ao Lidl comprar meia dúzia de coisas. Lá vão amuados, porque eram horas do Doraemom e de ouvir o último som de uns quaisquer rappers... ai, ai, tive de apelar:
   __ Já! __ Deu resultado.
   Ataco a sopa, que em breve ferve, enquanto avanço um guisado ultra-rápido. Tocam à campainha. É a minha mais velha e o namorado. Vieram ajudar? Querias... Ambos com muito que fazer. Toca o telefone, a minha mulher já está despachada e quer que a vá buscar. O dia ia terminar da pior maneira.
   __ Podes ir buscá-la que nós ficamos cá à espera deles. __ disse-me a minha filha, referindo-se aos dois irmãos.
   Não sou (pelo menos não me considero) um pai retrógado, antiquado, quadrado, e outros termos que tais. Não lhe marco horas para entrar em casa, nem lhe pergunto onde vai. Ela, é que me diz sempre. Temos essa ligação, mas hoje parecia estar virada para o outro lado. Continuou.
   __ Mas não vais, porquê? __ Até parece que tenho de lhe fazer o desenho.
   __ Porque não te deixo cá em casa sózinha com o Mário. __ E agora o que faltava para me encher o dia. Queria ir dar uma volta, para deixar cá o namorado à espera dos irmão enquanto eu ia buscar a mãe ao hospital. E fazê-la entender que só iria quando os irmãos chegassem, e que não valia a pena ela sair, e que nem tinha jeito nenhum o que ela estava a propôr. Enfim... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 21:09
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1 comentário:
De menina_marota a 15 de Janeiro de 2005 às 10:25
Eheheh... Normalmente essa azafama é da mulher... mas gostei! Sim, senhor! Adorei ler este relato de uma cena domesticofamiliarpaternal! Beijo e tem muitos dias assim! Reforça os laços sagrados da família! Acredita no que te digo! Mas... cá em casa é ao contrário... eheheh


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