Sábado, 15 de Janeiro de 2005

A minha sogra saiu de casa outra vez!

   Que paciência!...
   Se eu não incomodo ninguém, porque é que não fazem o mesmo comigo?
   O dia foi uma loucura. A toda a hora, a todo o momento, o telefone tocava. Ora era a minha sogra, ora a minha cunhada, outras vezes a minha mulher a fazer de pombo-correio entre elas. A minha sogra foi morar com os meus cunhados já há muito tempo. Que sorte, estou já a ver os vossos sorrisos de orelha a orelha, só que o telemóvel aproxima tanto as pessoas, que estarem aqui ou na China a diferença é pequena.


   Hoje foi um desses dias. Acho que a empregada dos meus cunhados não aceitou bem a sugestão da minha sogra em andar pela casa com «uma batinha e uns chinelinhos nos pés...» [sic] em vez dos ténis e do fato de treino azul com uma risca branca, justinho ao corpo que até é magrinho, cheio de curvas, o cabelo num grande rabo de cavalo... e eu nunca a vi. Pois, já estão a ver o filme todo.
   Se juntarmos a isto que o pai da minha sogra estava de cama com uma gripe qualquer e que a empregada não queria ficar em casa a tomar conta dele e a levá-lo ao médico porque só recebe 20 contos por duas horas que lá vai limpar a casa todos os dias, o ambiênte estava propício a tombar para que lado? O da minha cunhada que tinha de ir de Cascais a Lisboa ver o avô e levá-lo ao médico, só que ela também não foi muito cooperante, pelo que a zanga estalou e vai daí a minha sogra agarra nos tarecos todos dela e sai de casa para voltar para a sua casa em Camarate.
   E agora começa o meu Calvário... telefonema um da minha sogra para a minha mulher:
   __ A tua irmã não se preocupa comigo e blá, blá, blá (dá para hora e meia ao telefone. A minha mulher responde «Sim, Mãe, Pois, Hum hum, Sim, Claro que a estou a ouvir!)».
   Telefonema dois da minha cunhada para a minha mulher:
   __ A Mãe deixou-me e saiu de casa, blá, blá, blá... (mais de uma hora ao telefone).
   Telefonema três da minha mulher para a minha sogra. Mais outra hora...
   __ Mãe, veja lá, deixou a Dadinha preocupada.
   Telefonema quatro, cinco, seis:
   __ Estou na Área de Seviço, não sei se volte...
   __ Estou, Dadinha? A Mãe já te telefonou?
   __ Oh, Mana, a Mãe não me atende o telefone!...
   __ Teresa? Queres almoçar?... __ Digo eu. Claro que não é boa altura! Em que é que eu estaria a pensar? Como interromper semelhante fono-novela? Hora de almoço para mim e para os miúdos.
   __ Quê?! Já comeram? Não podiam ter esperado por mim? __ Volta para o quarto... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 23:32
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