Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005

Quem sai aos seus, não degenera.

   Que paciência!...
   Se há ditado que se pode aplicar aos meus miúdos é aquele que diz que quem sai aos seus não degenera. Hoje parece que o meu filho está a pô-lo em prática. Pena que tenha ido buscar o lado da mãe.


   Hoje o dia começou bem, que é como quem diz, igual aos outros, para não variar.
   Mal meto o primeiro bocado de pão à boca, toca o telemóvel. Já?!... É o meu filho. Tinha acabado de sair para participar no Corta-Mato escolar.
   __ Pai, podes trazer-me o papel da autorização? Estou em casa do Tiago. Até o miúdo já aprendeu as manhas de «como começar o dia a chatear o pai». A casa do Tiago nem é assim tão longe daqui como isso, quer dizer, se não é para mim, também não é para ele, mas como não o quero deixar mal visto perante o colega, lá vou eu. Logo digo-lhe umas palavrinhas sobre isto.
   A minha mulher diz-me para o mandar vir a casa buscar o malvado papel. Parece que só ela quer ter o previlégio de me dar cabo do dia.
   Saio para a rua a comer o que resta da minha sandes. Já não me lembro de fazer semelhante coisa desde os meus tempos de escola. Chego à rua do Tiago. A casa do miúdo tem entrada pela frente e saída pelas traseiras e fica no fim da rua. Por qual lado virão eles? Tenho um quarteirão para vigiar. Recorro ao telemóvel, assim como assim , mais chamada menos chamada, a conta vou ser eu a pagar mesmo.
   __ Rafael, vem ter comigo ao pé dos vidrões. __ Digo eu para marcar uma localização fixa e incapaz de originar confusões.
   __ Quais vidrões, Pai? Ao pé de nossa casa? __ Pô... queres ver que eles andam perdidos para os lados de casa? Para que é que saí?...
   __ Não filhote, aqui, quem vai para o Lidl...
   __ Ao pé da escola? __ Pergunta ele. Caramba, queres ver que vou dar a volta à Amora antes de os encontrar? Lá lhe consigo explicar que ficam em frente a uma loja dos trezentos ao pé da casa do Tiago... mas ele parece um carro frio a tentar pegar de manhã
   __ Uma loja dos trezentos? Mas ao pé da casa do Tiago não há nenhuma! __ E o telefonema a decorrer. Já estou a ficar arrependido, quando o vejo aparecer na esquina da rua, telemóvel ao ouvido. Esqueço-me que estamos a falar por ele e grito um «Aqui!...» que até o pessoal da obra olhou para mim. Escusavas de ter gritado, disse-me ele! Ainda por cima. Estou feito. Então e a tua mochila? E o Tiago? Estava atrasado, ainda não tinha comido e ele estava à espera dele. Iam chegar atrasados, mas eu depois justificava-lhe as faltas. E para ouvir isto, saí eu de casa sem pequeno-almoço... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 09:42
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