Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005

Comprimidos, pílulas e drageias.

   Que paciência!...
   Se queremos uma coisa, devemos fazer por ela, e não esperar que se resolva com o tempo. Infelizmente, somos como um carro velho, quanto mais andamos, mais nos estragamos, e não há nada a fazer para que se volte a ter aquele aspecto reluzente, tipo acabado de sair do stand.


   Jantar em família depois de ter levado o meu Pai ao Hospital Garcia de Orta com uma tremenda gripe. À mesa, ultimam-se os preparativos. Talheres, pratos, guardanapos, coisinhas amarelas, vermelhas, brancas... coisinhas? Sim, a reunião familiar de hoje, parece mais uma convenção de farmacêuticos. Havia para todos os gostos e formatos, além das já citadas cores. Uns em formato de cápsula, outros revestidos, uns divididos em quatro, outros apenas em dois, a maioria, sem divisão nenhuma.
Divididos estavam eles, em três montinhos, um para a minha mulher, outro para o meu Pai e outro para a minha Mãe. Ela ainda pensava se havia ou não de tomar aquele que era para o cérebro. Devias era tomar esta vitamina que tenho aqui, dizia o meu Pai. O que ele foi dizer. Ele que tomasse os seus comprimidos e deixasse os dela. E contou a última que ele fez.
   Há dias foi ao médico, porque estava com um princípio de gripe. Já não devia ir tanto no princípio, porque a médica lhe receitou antibiótico. Depois de sair do consultório às não sei quantas da noite, percorreu ainda metade de Lisboa com a minha Mãe atrás para encontrar uma farmácia aberta, de serviço. Mania que tem de que tudo funciona à maneira dele, e que a farmácia ao pé de casa tinha de estar aberta, porque não havia mais nenhuma perto. Resultado, chegou lá, estava fechada e lá tiveram que ir sei lá onde. Chegados a casa, foi ler o papel que vinha com o medicamento. Às vezes não se deviam ler essas coisas. Dizia que não se devia tomar aquele medicamento por periodos prolongados. Tinha tomado um antibiótico em Outubro. Arruma no armário que já não se toma! E depois queria melhorar a olhar para a caixa do medicamento.
   Eu até acho incrivel como conseguem distinguir para que servem tantos comprimidos e drageias. Olha, aquele ali é giro. Meio verde garrafa, meio branco. O outro é azul escuro com uma parte transparente que deixa ver um conteúdo às bolinhas azuis, vermelhas e brancas. É para quê? Para a asma, responde o meu Pai. Está bem, Há anos que sofre de asma. E aquele amarelo ali? É para a próstata. Pronto. Arrumou comigo. A minha mãe tinha um igual! Ah! Mas este é para as dores. Pareciam mesmo iguais, e ali, um ao lado do outro, vocês nunca se enganaram a tomar esses comprimidos? Pois, claro que não, que pergunta a minha. Continuando a ronda. Aquele ali é para o fígado, mas como faz mal ao estomago, está ali um vermelhinho para compensar, só que... dá-lhe palpitações. Tudo bem. Aquele pequenino branco repõe tudo no lugar, mas faz-lhe falta de ar. Para isso está ali aquele outro que... É preciso paciência.
publicado por vkthor às 23:06
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